segunda-feira, 28 de abril de 2014

João Monlevade: meio século de conquistas

João Monlevade é um município brasileiro situado no interior do estado de Minas Gerais. Pertence à Microrregião de Itabira e Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte, localizando-se a leste da capital do estado, distando desta cerca de 110 km. Ocupa uma área de 99,283 km², sendo que 0,09 km² estão em perímetro urbano e os 99,193 km² restantes constituem a zona rural. Em 2011 sua população foi estimada pelo IBGE em 74 141 habitantes, sendo que em 2010 era o 47º mais populoso de Minas Gerais e o segundo de sua microrregião.

A sede tem uma temperatura média anual de 21,45°C e na vegetação do município predomina a mata atlântica. Em relação à frota automobilística, em 2010 foram contabilizados 28 023 veículos. Com uma taxa de urbanização da ordem de 99 %, Monlevade contava em 2009 com 54 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,807, considerando elevado se comparado ao país.

João Monlevade foi emancipada no século XIX, tendo como principal fator de seu desenvolvimento a instalação daArcelorMittal Aços Longos (antiga Belgo-Mineira), em 1921. Atualmente é formada por quase sessenta bairros, contando com diversos atrativos naturais, históricos e culturais, como a Matriz São José do Operário, construída na década de 1940; e a Forja Catalã, que foi feita para abrigar Jean-Antoine Félix Dissandes de Monlevade, homem que desbravou a região e a quem o atual nome do município homenageia.


Evolução política e administrativa

Aquele lugar pertencia ao município de Rio Piracicaba. Em 27 de dezembro de 1948, pela lei estadual nº 336, foi criado o distrito de João Monlevade, recebendo essa denominação em homenagem ao engenheiro que desbravou aquela região. O distrito foi elevado à categoria de município pela lei estadual nº 2764, de 30 de dezembro de 1962, sendo instalado em 1º de março de 1963, composto apenas pelo Distrito-Sede. Porém foi somente em 29 de abril de 1964 que Monlevade conseguiu oficialmente autonomia de município.

Sua primeira eleição foi realizada em 1965, quando, em 5 de dezembro desse mesmo ano, tomaram posse os primeiros vereadores (eram 13 no total, sendo Sebastião Batista Gomes o presidente da câmara, João Amaro Gomes o vice e Ronaldo Frade o secretário), além do prefeito, Wilson Alvarenga, e seu vice-prefeito, Josué Henrique Dias. A Comarca de João Monlevade foi criada em 1975 e instalada em 1979.


Feriados

Em João Monlevade há três feriados municipais e oito feriados nacionais, além dos pontos facultativos. Os feriados municipais são: o aniversário da emancipação da cidade, em 29 de abril; o Corpus Christi, que sempre é realizado na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade; e o dia de Nossa Senhora da Conceição, em 8 de dezembro. De acordo com a lei federal n.º 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais, já incluso neste a Sexta-Feira Santa.

Praça Sete - Carneirinhos
Parabéns João Monlevade, pelos seus 50 anos!
UFOP - Monlevade



Centro Educacional 
Antigo Cassino



Igreja Matriz N. Sra. da Conceição
Fazenda Solar


Igreja São José Operário
SENAI


Prefeitura Municipal de João Monlevade
Arca - Assembléia de Deus


Ideal Clube
Hospital Margarida

Brasão de João Monlevade

Av. Castelo Branco
Antiga Praça do Cinema


Cemitério Histórico - Túmulo de João Monlevade
Mina do Andrade


ArcelorMittal
ArcelorMittal

quinta-feira, 17 de abril de 2014

PÁSCOA CRISTÃ





Páscoa Cristã é a festividade mais importante para a religião cristã. Páscoa significa passagem e tem origem no termo hebraico Pessach. O "Domingo de Páscoa" celebra a Ressurreição de Jesus Cristo. A data é comemorada após a primeira lua cheia que ocorre no início da primavera, no hemisfério Norte. A data é sempre entre os dias 22 de março e 25 de abril.

Durante os 40 dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa - período conhecido como Quaresma - os cristãos se dedicam à penitência para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz. A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém - ocasião em que as pessoas cobriam a estrada com folhas da palmeira, para comemorar sua chegada. A Sexta Feira Santa, é o dia em que os cristãos celebram a morte de Jesus na cruz. O Domingo de Páscoa celebra a Ressurreição de Jesus e sua primeira aparição entre seus discípulos.

A Páscoa já era comemorada antes da época de Jesus Cristo. Tratava-se da comemoração do povo judeu por terem sido libertados da escravidão no Egito, que durou cerca de 400 anos. Segundo a Bíblia o próprio Jesus participou de várias celebrações pascoais, quando tinha doze anos foi levado pela primeira vez pelos seus pais José e Maria para comemorar a Páscoa, tendo participado sempre, nos anos seguintes. A mais famosa participação relatada na bíblia foi a "Última Ceia" onde Jesus participou da comunhão do corpo e do sangue, simbolizados pelo pão e pelo vinho.
Páscoa judaica

A Páscoa instituída entre os judeus - Pessach - é comemorada pela conquista da liberdade dos hebreus, que viviam como escravos no Egito. Essa libertação coincidiu com a Primavera, que ocorria no mês hebraico (nissan) que corresponde mais ou menos aos últimos dias de Março e meados de Abril., quando na bacia do Mediterrâneo começava a Primavera. As comemorações fundiram-se com as tradições religiosas de seu povo. Essa Páscoa foi ampliada pelo cristianismo com um novo sentido.

Os judeus seguem a tradição descrita no livro do Êxodo. Durante as festividades da Pessach, um jantar especial de comemoração, chamado "Sêder de Pessach", reúne toda a família, onde o pão ázimo, o vinho e ervas são servidos. O Pessach judeu é comemorado durante sete dias.

Feliz Páscoa!

Vale a pena...




CARAÇA





Localizado na Serra do Espinhaço - Município de Catas Altas/MG - o Santuário do Caraça foi fundado em 1774, sendo a primeira igreja Neogótica no Brasil. Em 1994 passou a ser Reserva Particular do Patrimônio Natural. Hoje, o antigo mosteiro foi transformado em pousada, encravado em um oásis de mata atlântica e serrado. As grandes estrelas do lugar são os Lobos – Guarás que vêm comer todas as noites no Mosteiro.

O local possui várias cachoeiras, sendo algumas delas:

Cachoeira Cascatona - com 80 metros de altura, localizada a 6 km do colégio. No Ribeirão Caraça é permitido nadar.

Cachoeira Cascatinha - localizada no Ribeirão Caraça, a apenas 2 km do colégio. Também é permitido natação.

Cachoeira dos Taboões – está a 4 km da Cachoeira do santuário do Caraça. Aos arredores da trilha que dá acesso a essa cachoeira tem-se à direita o Taboões de cima e à esquerda os Taboões de baixo, onde o rio Caraça se encontra com o córrego Taboões.

Há uma Prainha no local que fica aproximadamente a 500 metros do Santuário e por ali passa o ribeirão Caraça.

Além dos lugares citados a Serra do Caraça ainda possui locais conhecidos como:

Banho do Belchior – este é um trecho do Córrego da Canjerana, em seu percusso há um lugar denominado Pinheiros, é o lugar mais adequado para visualizar o perfil do Caraça (gigante deitado) formado pela serra.

Piscina Natural – possui 20 metros de comprimento por 10 de largura e 1,40 metro de profundidade, fica distante 2 km do Colégio do Caraça e o acesso é por trilha sinalizada. No local existem dois quiosques e três churrasqueiras.

Cruzeiro - Fica a 1 km do Colégio, o que corresponde a 20 minutos de caminhada por um acesso fácil e trilha sinalizada. Excelente ponto para fotografar o local.

Mirante - O acesso ao Mirante, que fica a 500 metros da piscina natural, se dá por agradável caminhada em trilha sinalizada. Do Mirante, tem-se uma bela vista do conjunto arquitetônico do Caraça, da serra e picos.

Campo Flora – localizado a cerca de 9 km do colégio. Atravessa grande extensão de mata e campos. No local existem cachoeiras. Média de duas horas de caminhada

Pico Alto do Inficcionado – possui 2.070 metros de altitude, nele situa-se a Gruta do Centenário com quase 3,8 mil metros de extensão e 450 metros de profundidade. É uma das mais profundas grutas em quartzito do mundo. Fica a 8 km do Santuário do Caraça. Isso corresponde a seis horas de caminhada difícil.

Pico do sol – também com 2.70 metros de altitude, fica à 15 km do santuário, o acesso é de alto grau de dificuldade. No local há piscinas naturais onde é permitido nadar.

Gigante do Caraça – é o local onde está a forma do gigante deitado de perfil formando a Caraça, possui aproximadamente 2000 metros de altura, fica a 12 km do Santuário. O acesso é difícil e íngreme.

Pico da Carapuça – também no alto da Serra da Caraça, de onde se pode ter uma belíssima vista do parque. São 1.912 metros de altitude, a 5 km ou três horas de caminhada do Colégio. No caminho do pico pode-se visitar a Gruta de Lourdes e a Capelinha.

Gruta do Padre Caio – também chamada Gruta de Lourdes. Fica a uma hora do Santuário, por uma trilha que apresenta grau de dificuldade médio devido ao longo trecho de subida.

Capelinha – é uma ruína da Capela do Sagrado Coração de Jesus (1866), pode ser vista do Santuário. Do local dá para visualizar toda a cadeia de montanhas que circundam o Santuário com os principais picos.

Banho Imperador - fica na margem do asfalto, perto da ponte sobre o rio Caraça, distante aproximadamente 100 metros do Santuário. Possui churrasqueira, mesas, bancos e sanitários. É possível nadar no local.

Colégio Caraça – Fundado em 1774 por um irmão português Lourenço de Nossa Senhora. Em 1968 um incêndio destruiu o edifício ficando a igreja e as alas intactas.

Museu do Caraça - possui mais de 200 anos, foi onde viveu e morreu o fundador do Caraça, o irmão Lourenço. Era uma capela que foi transformada em museu depois do incêndio de 1968.

Claustro – Fica no pátio interno, em meio ao jardim. Em seu centro, encontra-se o relógio de sol. Por causa dos telhados só é possível ver as horas entre 9 e 16 horas. Estima-se que o relógio tenha mais de 200 anos.

Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens - A igreja foi edificada em estilo neogótico e inaugurada em 1883.

Catacumbas – Pelo Claustro chega-se às catacumbas do Santuário do Caraça, local onde eram enterrados os padres do Colégio.


Chegada

Casa das Funcionárias
Vista de frente da Igreja do Caraça





Corpo de São Pio Mártir

Cama de Dom Pedro II
Ruínas do Seminário em Domingo de Ramos

Calvário


Pedra onde Dom Pedro II escorregou

Relógio do Sol

Paisagem em frente à igreja do Caraça

Aloísio em frente à igreja do Caraça

Igreja do Caraça

Jardim do Caraça

Jardim do Caraça

Jardim do Caraça

Igreja Sagrado Coração de Jesus - Caraça

Meus pais

Pousada

Vista de frente do Caraça

Vista de frente do Caraça

Estacionamento do Caraça


Parte interna da igreja do Caraça

segunda-feira, 14 de abril de 2014


O que faz o balão subir?

Era uma vez um velho homem que vendia balões numa festa.
Para atrair compradores, o homem deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares.
Estava ali perto um menino.
Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.

Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.
Todos foram subindo até sumirem de vista.
O menino, de olhar atento, seguia a cada um.
Ficava imaginando mil coisas…

Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.
Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:
- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:
- Não é a cor, filho é o que está dentro dele que o faz subir.

A diferença da nossa vida não está na aparência e sim no conteúdo.

Autor Desconhecido

segunda-feira, 24 de março de 2014

O carpinteiro






Um velho carpinteiro estava para se aposentar. Contou a seu chefe os planos de largar o serviço de carpintaria e de construção de casas para viver uma vida mais calma com sua família.

Claro que sentiria falta do pagamento mensal, mas necessitava da aposentadoria.

O dono da empresa sentiu em saber que perderia um dos seus melhores empregados e pediu a ele que construísse uma casa como um favor especial.

O carpinteiro consentiu, mas com o tempo, era fácil ver que seus pensamentos e coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e utilizou mão de obra e matéria prima de qualidade inferior.

Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira.

Quando o carpinteiro terminou o trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro e disse:

- Esta é a sua casa, é meu presente para você!

Que choque! Que vergonha! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente, não teria sido tão relaxado.

Agora iria morar numa casa feita de qualquer maneira.

Assim acontece conosco. Construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais que agindo, desejando colocar menos do que o melhor.

Nos assuntos importantes não empenhamos nosso melhor esforço. Então, em choque, olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos. Se soubéssemos disso, teríamos feito diferente.

Pense em você como um carpinteiro. Pense sobre sua casa. Cada dia você martela um prego novo, coloca uma armação ou levanta uma parede. Construa sabiamente!

Mesmo que tenha somente mais um dia de vida, esse dia merece ser vivido graciosamente e com dignidade.Sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado. Sua vida de amanhã será o resultado das atitudes e escolhas que você fizer hoje.

Autor Desconhecido

segunda-feira, 17 de março de 2014




CRÍTICA AO POSITIVISMO


O Positivismo é um tipo de cientificismo, ou seja, uma perspectiva que valoriza a ciência acima de tudo. Uma conseqüência dessa atitude é achar que mito, filosofia e ciência são incompatíveis e que é preciso “abandonar” os dois primeiros em função da terceira. Enquanto tendência filosófica, o Positivismo desenvolveu-se na Europa, principalmente, na segunda metade do séc. XIX, num contexto que é chamado de “segunda revolução industrial”. O sistema econômico-financeiro favoreceu de modo inédito a indústria controlada pela burguesia ascendente, principalmente na Inglaterra e na França. O sucesso econômico desses países, com o apoio dos governos, sustentou o chamado “colonialismo imperialista” europeu, que empreendeu a busca de novos territórios para a obtenção de matéria prima e a conquista de novos mercados. Esse processo contou de modo decisivo com as recentes descobertas científicas e suas aplicações técnicas na indústria, que suscitaram grande “progresso” material. Assim, o Positivismo deve ser visto como um amplo movimento cultural e filosófico, baseado na supervalorização da ciência e da técnica e num suposto “progresso” social. Seus principais pensadores são Comte, na França, Bentham, Stuart Mill e Spencer, na Inglaterra.

Auguste Comte, filósofo francês (1789-1857), publicou seu Curso de filosofia positiva em 1830/42 e o Discurso sobre o espírito positivo, em 1844, como introdução a um curso de astronomia popular dado gratuitamente aos trabalhadores, numa sala da prefeitura de Paris. No Discurso, ele fala da “lei dos três estados’ (o teológico, o metafísico e o positivo), que seriam estágios de compreensão, explicação e representação do mundo pelos quais passaria toda a humanidade, mas também cada indivíduo, em particular.

O estado teológico-fictício seria o mais primitivo, no qual explicamos o mundo através de seres ou agentes imaginários, supostamente dotados de vontade. Assim como a criança, os seres humanos reconhecem nos seres naturais a encarnação de espíritos com poderes mágicos. Seja no politeísmo, seja no monoteísmo, eles divinizam certas forças naturais com o objetivo de explicar os fenômenos; essas forças são vistas, então, como sobrenaturais. Mas a busca das causas, mesmo que provoque a criação de ilusões, é o impulso básico para o progresso da inteligência humana.

No estado metafísico-abstrato, conservamos o desejo de descobrir as causas, próprio do estado teológico, e antecipamos a necessidade de argumentação racional, própria do estado positivo. Os seres sobrenaturais são substituídos por abstrações ou entidades, como “a essência” ou “a matéria”, por exemplo. Com um espírito crítico, a atitude metafísica mais dissolve do que organiza, o que explicaria, por exemplo, o desaparecimento da cultura religiosa da Idade Média, com a destruição dos valores teológicos, que culminaria, no séc. XVIII, com o Iluminismo, ou seja, o triunfo das luzes da Razão.

O estado positivo-científico abre mão das causas absolutas (que explicariam “por quê” as coisas acontecem) e busca as leis parciais (que descreveriam “como” elas acontecem). A noção de lei deve substituir a noção de causa: podemos explicar a atração da matéria pela lei da gravitação universal, sem ter que dizer o que é a gravitação enquanto causa. As leis (que podem ser estáticas ou dinâmicas) caracterizam o próprio espírito positivo, que garante a ordem do mundo e da sociedade (dimensão estática) e seu progresso (dimensão dinâmica). O estado positivo é o termo fixo e definitivo, em que o espírito humano descansa e encontra a ciência. Tal como as sociedades, também os indivíduos evoluem segundo essa lei dos três estados, culminando com o reconhecimento do valor maior das ciências experimentais.

As principais ciências seriam a matemática, a astronomia, a física, a química, a biologia e a sociologia. A psicologia faz parte da biologia, o psiquismo não sendo nada mais do que um conjunto de funções cerebrais. A sociedade é um organismo cujas partes são heterogêneas, mas solidárias, com uma especialização precisa de funções, pensadas organicamente. A sociedade segue uma evolução de acordo com normas biológicas. A ordem se expressa na estática e o progresso constitui a dinâmica social. São expressões mais ou menos equivalentes, segundo Comte: “política positiva”, “filosofia social”, “teoria da evolução social”, “física social” e “sociologia”. Nessa perspectiva, algumas ideias tornam-se problemáticas ou perdem o sentido, tais como a noções de direito, do sujeito como individualidade, as ideias de liberdade de consciência e de soberania popular.

Os defensores do cientificismo pensam que as ciências naturais são a ciência por excelência. Elas conhecem os fatos através da experiência dos sentidos. Um tipo de pensamento típico do séc. XIX, o Positivismo tem como método não procurar as causas, não indagar pela essência, mas procurar as leis e as relações entre fenômenos, para conhecer os mecanismos do mundo. Em certo sentido, então, a ciência é uma sistematização do bom senso, segundo o qual seríamos espectadores de fenômenos exteriores, que se dão à nossa percepção sensível; fenômenos que não podemos modificar, mas a cujas leis devemos nos submeter. Não se reconhece a especificidade das ciências sociais por oposição às ciências naturais, mas busca-se o máximo de universalidade, na explicação dos fatos e suas relações. Podemos dizer que o Positivismo seria um “dogmatismo físico” e um “ceticismo metafísico”: porque, por um lado, ele afirma a objetividade do mundo físico, acima de tudo, estendendo suas regras para a sociedade, sem ressalvas, e, por outro lado, não se pronuncia sobre a natureza de objetos não perceptíveis pelas sensações.

Dica - “Dogmatismo” e “dogmático” vem do termo grego dógma, que quer dizer opinião. Atualmente, usamos esses termos para designar a atitude de alguém que aceita opiniões e adota valores, incondicionalmente, sem questionar. “Ceticismo” e “cético” vem do termo grego sképsis, que significa dúvida. Usamos esses termos para indicar a atitude oposta à do dogmático, ou seja, de alguém que duvida de tudo e que pensa que não é possível conhecer a realidade de verdade.

O termo “positivo”, na perspectiva positivista, designa e valoriza o real contra o ilusório, o útil contra o inútil, a segurança e a certeza contra a insegurança, o preciso por oposição ao vago, o relativo contra o absoluto. As opções metodológicas revelam-se, na verdade, opções por certos valores que guiam a atitude dos indivíduos. A corrente intelectual é ampliada a tal ponto e de tal modo que Comte acaba inventando uma “religião positivista”, puramente natural, racional, científica e exclusivamente humana; sem revelação, sem dimensão sobrenatural, baseada no conhecimento do mundo e no aperfeiçoamento moral da humanidade. A humanidade é o grande ser, ao qual deve servir todo ser humano.

Apesar de contrário à teologia e à metafísica (consideradas ilusórias), e de ser crítico do catolicismo (considerado anti-social), o filósofo francês acaba por tomar a Igreja Católica como modelo, com seus santos padroeiros, anjos da guarda e almas amigas. Um lugar especial é reservado à sua musa inspiradora, Clotilde de Vaux, considerada como equivalente à Virgem-mãe...

O pote quebrado






Um jovem carregador de água sempre levava dois potes pendurados em cada ponta de uma vara.

Um dos potes tinha uma rachadura pequena, enquanto o outro estava inteiro e sempre chegava completo de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do patrão do carregador.

O pote rachado sempre chegava apenas com a metade da carga de água. Assim foi por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.

Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição e sentindo-se miserável por apenas ser capaz de realizar metade do que lhe era designado fazer.

Depois de algum tempo, o pote rachado disse ao o homem, à beira do poço:
- Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas.
- Por quê? – perguntou o homem – De que você está envergonhado?
- Nesses dois anos só fui capaz de entregar metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que boa parte da água vaze pelo caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, mesmo tendo todo esse trabalho, você não ganha o salário completo pelos seus esforços.

O homem apenas acenou com a cabeça. No caminho para a casa de seu senhor, o homem disse ao pote: Você notou como existem flores no seu lado do caminho? Notou que, dia a dia, enquanto voltávamos do poço, era você quem as regava? Por dois anos pude colher essas flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Se você não fosse do jeito que é, ele não poderia ter tanta beleza para dar graça a sua casa.

Cada um de nós tem os seus “defeitos”, todos nós somos potes rachados. Porém, podemos usar estes nossos defeitos para embelezar nossas vidas.


Nunca devemos ter medo dos nossos defeitos.

Se os reconhecermos, eles poderão causar beleza.

Das nossas fraquezas podemos tirar forças.

Lembre-se sempre:  NUNCA SE JULGUE INÚTIL, INCAPAZ.



Pense nisso: Muitas vezes não devemos mudar nosso jeito de ser ou nossa personalidade, apenas devemos nos adaptar a determinadas situações complexas, algumas adversas, pois nem tudo é como a gente quer. Devemos também ter muita paciência com o outro, principalmente quando o mesmo quer apenas o nosso bem. Mas não podemos nos esquecer que para TUDO tem um limite e o único caminho ILIMITADO é o do Senhor nosso DEUS.